Posts Tagged ‘música’

She Wants Revenge, no ranking dos shows do ano

Domingo, Dezembro 9th, 2007

O pessoal do She Wants Revenge deu, literalmente e metafóricamente falando, um show ontem no Espaço das Américas, em São Paulo. Mesmo com um público não muito animado e um calor infernal - o local do show foi carinhosamente apelidade de estufa humana -,  o She Wants Revenge não deixou a bola cair. Justin Warfield, vocalista da banda, não desanimou durante nenhum segundo e comunicou-se bastante com seu público, fazendo piadinhas que nem todos entendiam, como assim que terminou de tocar o hit Tear You Apart (cantado em coro por todos) e disse, ironicamente e em Inglês, “ah, ESSA música vocês conhecem, né?”.

Durante vários momentos do show, Warfield chegou mesmo a imaginar que fosse um completo desconhecido, e indagou a todos se alguém ali já havia ouvido She Wants Revenge antes daquela noite. Muitos responderam que sim, mas o calor infernal e o cansaço é que desanimara um pouco as pessoas. Nem por isso o grupo deixou de fazer uma fantástica apresentação, aberta majestralmente por Red Flags and Long Nights e encerrada com Out Of Control.

Na minha humilde opinião, She Wants Revenge, assim como Killers, Hot Chip, LCD Soundsystem e  The Rapture foram os shows do ano. Agora é esperar para chegar o dia de Interpol e, quem sabe, Radiohead no ano que vem!

Sobre o Planeta Terra

Terça-feira, Novembro 13th, 2007

ainda na ressaca dos shows, discordo do lucas que o evento precisa melhorar muito pra chegar aos pés do tim festival - até porque, vamos combinar, todas as últimas edições do TF aqui em são paulo foram bem meia boca para quem não teve condições de bancar área vip. o anhembi é de longe o pior local para ver shows que eu já fui. e não estou exagerando, juro! no rio, a história é outra, eu sei, mas ainda assim, o problema dos atrasos esse ano foi complicado. isso pra citar só uma das coisas ruins.

agora, tirando essa comparação, concordo que o terra teve uns probleminhas beeem chatos. pelo que li por ai, acho que talvez a gente tenha dado azar, mas não dá pra deixar de reclamar e relembrar dos seguranças indispostos e sem eduação, da má sinalização para chegar ao local, das entradas 1 e 2 (distantes uma da outra), do estacionamento caríssimo e super longe, dos menores barrados mesmo acompanhados pelos pais e, principalmente, dos banheiros químicos decorados com pedaços de árvores de natal (??)! oi? como assim? qual era a função daqueles galhos de cipreste no chão? e a falta de pias para lavar a mão? por favor! é o mínimo da higiene, gente, socorro! não dá.

agora deixando o lado esse coisa crítica que na verdade me incomoda um pouco, vale ressaltar que, à exceção do show do kasabian (o último da noite), não houve atrasos no festival. foi tudo super organizadinho. não rolou também aquele empurra, empurra e a correria característica para ver quem chega mais próximo à grade. eu, por exemplo, consegui ver todas as apresentações que quis de perto, sem o usual tumulto. o local era de fato bem espaçoso e os palcos estavam com um som bom, o que é legal e deve ser ressaltado com ênfase (só quem esteva no anhembi no ano da dobradinha strokes e arcade fire sabe o quanto é triste pagar e só ver, literalmente, os shows).

quanto às apresentações, bem, não assisti a tudo, mas me contaram que datarock e devo arrasaram. não vou negar que fiquei meio frustrada em sair de lá achando que só o the rapture fez uma apresentação realmente memorável (e põe memorável nisso). os nova-iorquinos colocaram todo mundo pra pular ao som de hits excelentes como ‘house of jealous lovers’, ‘get myself into it’ e ‘whoo, alright, yeah, uh huh’. isso pra citar apenas três. achei a lilly allen fraquíssima ao vivo. ela não fez o menor esforço pra cantar, a voz tava baixíssima e todas as músicas soaram meio lentas, deixando a platéia em uma clima de chill-out. gostei bastante de instituto, mas não tem como esperar nada menos do que um show bom deles. já o kasabian, o que tenho pra dizer é que sequer me interessei em assistir, ouvi meio descansando, meio conversando. ou seja, isso não pode significar algo bom, né?

O fiasco do Planeta Terra

Domingo, Novembro 11th, 2007

Má organização, confusão e artistas que não animaram o público tanto. Assim foi o festival Planeta Terra, que aconteceu ontem em São Paulo e foi salvo, talvez, apenas pela banda norte-americana The Rapture. Seguranças indispostos a ajudar, burocracias desnecessárias - como as entradas 1 e 2 que, teoricamente, não aceitavam os ingressos uma da outra (mas na prática foi bem diferente) -, e uma organização muito mal feita com pouca indicação.

Com um line-up que prometia bastante, grandes nomes da cena musical de hoje deixaram muito a desejar no festival. Foi o caso da inglesa Lily Allen, que conseguiu fazer um show extremamente desanimado e medíocre. Para os fãs, Lily até cantou ok, mas mesmo as músicas mais animadas estavam meio paradas e sem força. E a própria cantora, extremamente bêbada, não empolgou.

Para não dizer que tudo foi ruim, a banda novaiorquina The Rapture, por sua vez, fez um show animadíssimo e que não deixou uma só pessoa parada. Em coro, a platéia acompanhou as letras de “House of Jealous Lovers” e “Don Gon Do It” aos berros e pulos. CSS também emplacou, mas de resto o público estava bem desanimado.

A produção do Terra ainda precisa trabalhar muito para atingir o nível do Tim Festival.

Consumo musical

Quarta-feira, Novembro 7th, 2007

o box e os 7 discos do radiohead.

apesar de ser uma grande fã de internet e de todas as possibilidades que vêm junto com ela – inclusive baixar música de graça, claro -, eu ainda gosto bastante das coisas materiais mesmo. adoro livros, revistas, fotos impressas, filmes, shows e seriados em DVD e, principalmente, CDs. gosto de guardar minhas coisas na gaveta, esquecer lá e achar tempos depois. a idéia de ter tudo só na memória do computador, na verdade, me dá um pouco de medo. enfim, por quê eu estou falando disso? porque essa semana o radiohead anunciou a pré-venda de um box incluindo os sete discos anteriores ao in rainbows, último trabalho do grupo, lançado em outubro passado. os álbuns foram remasterizadas, terão as capinhas com a arte original e saem em formato digipack. não é demais? tipo sonho de consumo pra quem gosta tanto da banda quanto eu. não vou mentir que, apesar de ter todos os CDs deles, estou com os dedos coçando pra garantir minha caixinha de alegrias lá no site oficial. isso porque ela custa 39 libras, ou seja, uma fortuna em reais.

para os fãs mais animados, o radiohead vai lançar ainda um pendrive de 4 gigas, no formato do urso-ícone da banda, com os mesmos sete discos do box. ah, e é claro que as capas originais também estarão lá. o mimo tem um preço salgado, 79 libras, mas não é lindo? eu quero, socorro! se liga lá!pendrive urso!


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