Archive for the ‘Artigos’ Category

Madonna divulga nome de seu novo álbum

Quarta-feira, Fevereiro 27th, 2008

Hard Candy será o nome do próximo CD a ser lançado pela rainha do pop, Madonna. Dia 28 de Abril nas prateleiras européias e do Brasil - e dia 29 nos EUA -, o novo álbum da cantora diferencia-se dos outros por se aproximar mais do estilo hip-hop. Há inclusive quem aposte que o novo álbum dela será como o último de sua “mini-me”, Britney: bem mais voltado para o som estilo Justin e Timbaland.

Ainda segundo Madonna, que completa 50 anos em 2008, “Hard Candy” será um continuação de seu último álbum - de estrondoso sucesso, diga-se de passagem -, “Confessions on a Dance Floor”, o que significa que as já tradicionais faixas pop dançantes não faltarão. Aliás, em seus 11 Cds, o que não faltou foram músicas boas da cantora.

Com a divulgação do novo CD, só faltou Madonna anunciar sua vinda ao Brasil, ainda muito aguardada por seus fãs que não tiveram a oportunidade de curtir o show “Confessions Tour”.

Cúpula Colônia-Colonizadores

Sábado, Dezembro 8th, 2007

Começou hoje, em Lisboa, a primeira cúpula entre países europeus e africanos em 7 anos. A reunião de chefes de Estado se dá para resolver a relação entre  Europa (colonizadora) e África (colonizada); agora, ambas as partes querem “entrerrar o princípio doador-receptor” entre as duas regiões que criou o continente problemático que hoje conhecemos.

O mais engraçado dessa cúpula é justamente ela ser composta por países europeus, que colonizaram a África e, por que não dizer, contribuíram para deixá-la na situação em que se encontra, e por países africanos como o Zimbábue, conhecido por seu governo autoritário e não humanitário.

Após décadas  de destruição, colonização desumana, guerra civil parece que a África finalmente está conseguindo impôr seu lugar - diga-se de passagem extremamente importante - no mundo. E parece que o mundo está disposto a, talvez, aceitar isso. É mais um dos (bons) fins da globalização.

“Cura” para caos aéreo é atacar o bolso da população

Sexta-feira, Dezembro 7th, 2007

A última medida do ministro Nelson Jobim, Defesa, para controlar a crise aérea no país é uma ação no mínimo estúpida e inconseqüent: aumentar os preços das tarifas aeroportuárias, aumentar as taxas de embarque e as tarifas de pouso nos principais aeroportos do país para, assim, encarecer o preço das passagens e desencorajar o brasileiro a usar o avião. Engraçado, não? Agora que estamos em meio a uma crise, o governo, que nunca resolveu investir em meios de transporte coletivos como o trem e sempre incentivou o uso do avião e do carro, se vê com a corda no pescoço.

É muito fácil, porém, encarecer o preço das passagens e deixar milhares de brasileiros ilhados. Me pergunto, na realidade, por que o governo, ainda hoje, continua a descartar a hipótese de instalar uma malha ferroviária decente - sim, pois dizer que UM trem-bala entre Rio e São Paulo vai mudar algo é querer demais. Será que não está na hora de o governo começar a investir mais em alternativas ao invés de continuar com escarças opções, sempre tentando consertá-las? “Na hora” sempre esteve, mas o governo acha mais fácil, como sempre, prejudicar a população (e por que não a economia?) a admitir um erro e consertá-lo. Foi assim com a CPMF, foi assim com os transportes, será assim com o que mais?

Liberdade, fraternidade e…o que mesmo?

Quinta-feira, Novembro 22nd, 2007

Desde o dia 13 último que a França vive uma de suas piores crises: greves nos setores dos transportes públicos e energético e, claro, como já é de costume dos franceses, greves estudantis. Os trabalhadores pararam após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, decidir fazer uma reforma na previdência da classe; já os estudantes pararam por temerem uma possível privatização do Ensino Superior - as universidades francesas podem, após o decreto de uma lei recente, fechar parcerias com empresas. (engraçado como o brasileiro aceita tudo caladinho, não?)

A mania de rebelar-se contra o governo e de parar tudo, porém, já é costume dos franceses. É dispensável lembrar com detalhes episódios como os de 68 ou a grande paralisação de 1995 que, inclusive, aconteceu pelos mesmos motivos desta (para não citar toda a Revolução Francesa). O povo francês não aceita qualquer mudança de cabeça abaixada, e certamente não tem medo de sair às ruas para protestar. Claro, a vantagem deles é que, históricamente, seus protestos são ouvidos e o governo trabalha para o povo, não para uma parcela da população.

Os Bedéis do Mundo

Terça-feira, Novembro 20th, 2007

Salve Gordinho! Salve Braguinha! Salve Euclides! Saravá Dona Valentina!

Vocês que viveram conosco a fábula de uma vida azul com bolinhas brancas, tanto no Instituto de Educação quanto no fantástico Colégio Estadual do Amazonas.

O bedel era uma coisa que só aquele tempo poderia traduzir em disciplina. Agora, sem que jamais imaginássemos, herdamos a profissão dos nossos antigos bedéis.

No Amazonas, dormimos com uma regra e acordamos com cem leis e, para sermos considerados cidadãos, teremos que conviver e zelar por elas.

Listemos as nossas riquezas: madeiras, peixes, minério, gás, turismo, pólo petroquímico e hortifrutigranjeiros.

Madeira
O Canadá, vizinho dos Estados Unidos, convive com uma grande massa de rocha e gelo, e, apesar disso, tem uma excelente produção de madeira, seja de floresta primária, seja de floresta plantada. O Canadá é um país de primeiríssimo mundo e tem na manipulação da madeira uma de suas principais fontes de riqueza. Considerando trezentas árvores adultas por hectare, e bastando cinco por cento dessa disponibilidade, trabalharíamos o equivalente a 270 milhões de metros cúbicos por ano. É espetacular, como tudo na região amazônica. E as nossas carteiras escolares são feitas de que? Basicamente poliuretano expandido – tecnologia que emprega no Paraná e em São Paulo. Os novos bedéis vão ficando por aqui, sem design e produto, tudo em favor da floresta que um dia os “Senhores dos Anéis” usarão sem escrúpulos, como os gases proibidos pelo Protocolo de Kioto.

Peixes
O Chile esnoba a produção pesqueira do Brasil com uma criação de peixes em cativeiro que exporta para todo o mundo. O Chile é menor que o Amazonas e com esse exemplo nós poderíamos abarrotar nossos lagos e rios com tanques redes para a criação do pirarucu, tambaqui e matrinxã. É emprego e riqueza para todos. Falta uma agência ou secretaria para fomentar o desenvolvimento das nossas riquezas.

Gás e Pólo Petroquímico
Viaje pela internet até o pólo petroquímico de Camaçari na Bahia. São quatrocentas empresas formando outras e multiplicando empregos e riqueza. O nosso petróleo só distribui sonhos e doenças. Os nossos taxistas vivem na televisão chorando maiores cotas de gás veicular, enquanto estados que não têm um único litro de gás possuem uma frota de acordo com os desejos do seu povo e da economia que eles lutaram para usufruir. E nós estamos tomando conta do gás e do petróleo para os “outros” usarem, sempre dizendo que sob forma racional. Quem coordena isso tudo? Petrobrás?

Hortifrutigranjeiros
Para sustentar essa população que enxergamos, só precisamos utilizar, e de forma intensiva, os nossos potenciais oferecidos pelas várzeas. O Amazonas é o estado irmão do Tennessee nos Estados Unidos dentro do programa “Companheiros das Américas”. O T.V.A. - Tennessee Valley Authority - é o organismo mundial que detém a melhor tecnologia de produção de várzea do mundo. E os clientes? Os nossos garotos da merenda escolar em primeiro lugar, resultado de um menu amazônico produzido pelo INPA. Por que tomar suco de acerola, morango e pitanga que deixam todos os empregos no Nordeste e no Sul? Os empregos têm que ficar aqui e sempre baseados em estudos emanados dos nossos institutos de pesquisa.

Em tudo temos que pensar como produzir emprego, renda e no bem estar dos amazônidas.

Roberto de Lima Caminha Filho
Vice-Presidente da Federação das Indústrias do Amazonas

Enquanto isso, na terra das palmeiras…

Quarta-feira, Novembro 7th, 2007

Lá na terra do tio sam, a internet já deixou de ser novidade, produto / veículo de nicho. Na verdade, para muitos anunciantes, a internet já é mais importante do que a TV, pois grande parte dos consumidores passa mais tempo na web do que na frente da televisão.

Por aqui, a coisa é diferente. Mas nem tanto. Explico: segundo pesquisa da ONU publicada no Estadão de sábado, 3 de novembro, o Brasil já é o 6º do mundo em número de usuários (são 39 milhões de companheiros online, 21% da população). E, segundo o Ibope//NetRatings, nossos internautas passam 22 horas por mês na frente do computador - o maior tempo do mundo. Ou seja: temos massa (que, segundo um ex-professor de colégio, só existe mesmo na panela, mas em todo caso…) de usuário suficiente para que marcas, produtos e serviços possam aproveitar o canal em suas estratégias de comunicação mas não fazemos isso.

Acredito que a causa desse não aproveitamento seja a cultura das áreas de marketing das empresas e das agências tradicionais. Mas mesmo assim, aos trancos e barrancos, estamos entrando na digitalização (ou melhor, interação) da comunicação. Aos poucos a gente chega lá. O que me chama a atenção é menos o mercado privado e mais o mercado público (ou eleitoral, como quiserem). Por isso a comparação incial com a terra da liberdade.

Por lá, desde a penúltima eleição que a internet representa um papel significativo no mix de comunicação das campanhas. Desde simples sites, até verdadeiras estratégias virais e até arrecadação via web têm feito parte da comunicação de campanhas. E esse ano não vai ser diferente. Aliás, vai sim: esse ano, a internet ganha um papel quase que central. Os candidatos já têm seus canais no Youtube (que, aliás, está promovendo debates online - sensacional!) e até utilizam o Google Adsense para divulgar a candidatura e seus projetos.

E por aqui? Por aqui, nada. Pelo menos até agora, o que temos visto é um subaproveitamento da capacidade de nossos profissionais online. Muito pouco tem sido feito. A impressão que dá é que faz-se internet por que “tem que ter alguma coisa aí no www”. Uma pena. O Brasil não tem só bons profissionais de web. Temos boa estrutura de tecnologia também. E os nossos políticos não aproveitam. Preferem contar com as produtoras e os marketeiros para estarem na TV e no rádio, pois “é o que o povo consome”. Tudo bem. É mesmo. Mas por enquanto. Por aqui, se dará bem aquele que sair na frente e apostar em uma estratégia nova.

Aguardemos o próximo capítulo, que acontece agora em 2008.

O hype vs. o pop

Terça-feira, Novembro 6th, 2007

No dia 29 último se apresentaram, em São Paulo, no Rio e em Curitiba, os artistas Björk e The Killers. Diferentes em quase tudo, ambos fizeram performances certamente inesquecíveis para os fãs. Ambos trouxeram à tona, também, um debate que já há algum tempo vem esquentando no meio musical: a diferenciação entre o que é pop - geralmente odiado pela crítica -, e o que é hype - o conceito de hype vem do inglês hyper, e a palavra é usada para designar algo que está em seus 15 minutos de fama, algo extremamente da moda que daqui a algum tempo cairá em esquecimento.

Para ficar mais claro: The Killers é uma banda pop norte-americana de rock, e Björk é uma cantora islandesa hype. O essencial dito, e dadas as devidas explicações, seria de se esperar que a crítica tivesse simplesmente acabado com Björk e detestado Killers. O que ocorreu, na realidade, foi uma babação de ovo para a islandesa. Ou seja, a crítica cultural de música se rendeu a algo extremamente vazio.

Não que Björk seja ruim, mas há um ano atrás não se ouvia falar na tal genialidade da cantora, e mesmo a conhecendo, as pessoas simplesmente não davam atenção. De repente, todos resolveram gostar da islandesa e dizer que ela é a melhor cantora do mundo.

O que não dá para entender nessa história toda é por quê a crítica detesta tanto tudo aquilo que é pop mas se ajoelha perante algo que, pior que o pop que faz muito sucesso durante muito tempo, faz muito sucesso em um curto período de tempo. Há uma inconsistência na argumentação daqueles que dizem que The Killers é ruim por ser muito comercial e por não inovar e que, não obstante, gostam de ouvir Björk desde Novembro de 2006! A boa música, pelo menos para a sabedoria comum, é justamente aquela que todos sabem cantar, que marca, e, assim como um produto, é aquela que vende - muito e por um tempo maior. Apesar de existir muita coisa pop ruim, também existe muita coisa que é pop e que é boa. Agora, querer dizer que uma pessoa que está na moda, que provavelmente será esquecida daqui há 3 meses é algo genial e revolucionário no mundo da música só pode ser brincadeira. Ou você gosta de pop ou não gosta. Não existe gostar desse pop mais imediato.

Assim como no cinema, os críticos de música estão começando a se tornar críticos em demasia e começam a só gostar daquilo que acham ser cult; estão se tornando dispensáveis, e, cada vez mais, se um deles diz que algo é ruim, é porque é simplesmente muito bom. E apesar das críticas negativas, para o público em geral - e aqui deixo de lado as pessoas que se enquadram no próprio conceito de hype - os dois shows foram muito bons, sendo o do The Killers mais animado. E o que importa mesmo não é a crítica do público? O que pesa nessas horas para o artista é a aprovação dos fãs e das pessoas, não a de meia dúzia de jornalistas - que, aliás, deveriam lembrar-se de que, tendo a formação que têm, não devem ser preconceituosos e nem ter a cabeça muito fechada para qualquer assunto, mas gostar de tudo um pouco e saber que no mundo existem coisas boas até aonde não imaginamos.


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