Archive for the ‘Análises’ Category

Chávez: derrotado? Ainda não…

Quarta-feira, Dezembro 5th, 2007

Perde-se a batalha mas não se perde a guerra. No início desta semana o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, teve sua mais expressiva derrota política: não foi aprovada a sua reforma Constitucional, com pouco mais de 50% dos votos venezuelanos. A notícia é boa, e em parte serviu para mostrar que Chávez, querendo ou não, é democrático à sua maneira - ou pelo menos o está sendo até o momento de postagem deste texto. Democrático porque, apesar de tudo o que falavam sobre o presidente, ele (ainda) não fez nada para mudar o resultado, e aceitou o não.

Apesar de radical e de não ser o ideal, a Venezuela é o que eu e um tio discutíamos outro dia: necessária para o bom funcionamento do mundo. É preciso que existam países como ela para cutucarem insistentemente os EUA, como crianças birrentas, evitando assim um total controle por parte dos norte-americanos. Não é o ideal, mas é o que temos.

Nos próximos dias devemos esperar, claro, alguma reação mais firme da parte do presidente venezuelano, mas não foi dessa vez que ele conseguiu, diga-se de passagem pela vontade do povo, tornar-se ditador.

Liberdade, fraternidade e…o que mesmo?

Quinta-feira, Novembro 22nd, 2007

Desde o dia 13 último que a França vive uma de suas piores crises: greves nos setores dos transportes públicos e energético e, claro, como já é de costume dos franceses, greves estudantis. Os trabalhadores pararam após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, decidir fazer uma reforma na previdência da classe; já os estudantes pararam por temerem uma possível privatização do Ensino Superior - as universidades francesas podem, após o decreto de uma lei recente, fechar parcerias com empresas. (engraçado como o brasileiro aceita tudo caladinho, não?)

A mania de rebelar-se contra o governo e de parar tudo, porém, já é costume dos franceses. É dispensável lembrar com detalhes episódios como os de 68 ou a grande paralisação de 1995 que, inclusive, aconteceu pelos mesmos motivos desta (para não citar toda a Revolução Francesa). O povo francês não aceita qualquer mudança de cabeça abaixada, e certamente não tem medo de sair às ruas para protestar. Claro, a vantagem deles é que, históricamente, seus protestos são ouvidos e o governo trabalha para o povo, não para uma parcela da população.


Close
E-mail It