Liberdade, fraternidade e…o que mesmo?

Desde o dia 13 último que a França vive uma de suas piores crises: greves nos setores dos transportes públicos e energético e, claro, como já é de costume dos franceses, greves estudantis. Os trabalhadores pararam após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, decidir fazer uma reforma na previdência da classe; já os estudantes pararam por temerem uma possível privatização do Ensino Superior - as universidades francesas podem, após o decreto de uma lei recente, fechar parcerias com empresas. (engraçado como o brasileiro aceita tudo caladinho, não?)

A mania de rebelar-se contra o governo e de parar tudo, porém, já é costume dos franceses. É dispensável lembrar com detalhes episódios como os de 68 ou a grande paralisação de 1995 que, inclusive, aconteceu pelos mesmos motivos desta (para não citar toda a Revolução Francesa). O povo francês não aceita qualquer mudança de cabeça abaixada, e certamente não tem medo de sair às ruas para protestar. Claro, a vantagem deles é que, históricamente, seus protestos são ouvidos e o governo trabalha para o povo, não para uma parcela da população.

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